Prestes a estrear uma produção longe da TV Globo, emissora em que trabalhou ao longo de três décadas, o autor Carlos Lombardi comentou sua relação com a emissora após seu desligamento e também tratou sobre as expectativas para a estreia de “Pecado Mortal” na Record.
Ao portal iG Lombardi disse não guardar mágoas de sua antiga emissora. “Não
se guarda mágoa de pessoa jurídica. Tenho orgulho de ter participado
(com mais trocentas pessoas) da criação do Padrão Globo de Qualidade.
Foram 31 anos intensos em que fui feliz a maior parte do tempo e tive o
privilégio de trabalhar ao lado de profissionais fantásticos e de
conhecer muita gente interessante. Nada é perfeito, mas os momentos ruins são uma gota num oceano bastante gostoso”, afirmou.
Sobre “Pecado Mortal” e os recentes
cortes realizados na dramaturgia da Record, o autor disse que alguns
planos foram alterados, entretanto, houve adaptação: “Tudo que
acontece numa empresa reflete nos produtos dela. Mudamos alguns planos,
nos adaptamos. Trabalhar em televisão é sempre se adaptar ao real e ao
possível, não vi diferenças significativas entre este processo e outros
por que passei nos meus trinta e vários anos de trabalho”.
O autor também comentou o processo de criação do novo folhetim.
“Fiquei curioso em saber como se estabeleceu o território do crime
organizado no Rio de Janeiro, que chegou a dominar praticamente todas as
favelas da cidade. Fui buscar sua origem lá no final dos anos 70, no
começo do tráfico. Percebi que a substituição da estrutura do jogo do
bicho, uma contravenção também, mas romântica até perto da realidade
posterior do tráfico, foi o ponto de mudança. A partir daí, comecei a
trabalhar nos personagens que dariam vida a essa inflexão”, completou.
“Pecado Mortal” tem no elenco Paloma Duarte, Jussara Freire, Simone Spoladore, Mel Lisboa, dentre outros, e também marca a estreia da atriz Bianca Byington no canal.
A estreia está prevista para o final de setembro.
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